Na abertura do Novo Portal da Ordem dos Médicos é imperioso que o Bastonário refira algumas palavras que estejam alinhadas com o sentido de renovação do modelo de contacto com os médicos, com as entidades públicas e privadas, com os média e com a população. Desde logo, afirmar que os Médicos devem cumprir a função da defesa da saúde nas diversas componentes que ela encerra: prevenção da doença, promoção da saúde, tratamento, investigação e formação.
Não pretendendo estabelecer qualquer hierarquia destas funções, porque todas são fundamentais, no nosso País devemos caminhar, prioritariamente, na área da prevenção, colaborando empenhadamente com os sectores públicos e privados directa e indirectamente envolvidos ¿ a ideia chave preconizada pelo Governo Angolano e pela OMS.
A Ordem dos Médicos pretende cumprir o seu papel na defesa da saúde em Angola, o que significa qualidade, independência, regulação do exercício profissional, da formação e da certificação, além de entender oportuna e desejável a participação activa na preparação de legislação referente à organização, gestão e planeamento das actividades sanitárias. São aspectos determinantes da acção profícua da Ordem dos Médicos.
Devo relembrar, enfaticamente, que os Médicos assumem um compromisso sério com os cidadãos que se traduz no que é mundialmente aceite: agirem com integridade, excelência, justiça e compaixão, procurando a sua actualização permanente, e trabalhando em parceria com membros das equipas de saúde.
O espírito de fidelidade à promessa hipocrática representa a nobreza da profissão médica e, por isso, torna coincidentes os interesses dos médicos com os interesses dos doentes numa relação dual que permita estabelecer a confiança e introduzir prudência e probidade, eficiência e efectividade nos actos que pratica.
A Ordem dos Médicos de Angola dispõe agora de um meio de comunicação mais célere, mais completo e mais eficiente de ligação e articulação com os associados. No entanto, é importante salvaguardar, por razões de natureza ética e deontológica, a reserva de acesso aos diferentes grupos de utilizadores: os médicos, a média, a população.
Uma palavra final: o Portal da Ordem dos Médicos será enriquecido pela intervenção dos Médicos e das entidades efectivamente interessados na saúde dos angolanos. Os médicos, os séniores e os mais jovens, ficam encorajados a participar activamente, através deste meio, além de outros que os Estatutos permitem e acarinham, na defesa da saúde de Angola.


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